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Posted by : Lucas Iglezia domingo, 15 de julho de 2012


Ilustração: Edimilson Costa
Continuando nosso “guia de sobrevivência na selva de pedra”, hoje falo sobre um monstro perigoso, que ameaça totalmente a sanidade e boa conduta alheia. É um ser que assusta principalmente em coletivos, mas podemos encontrá-los também nas ruas, becos e galerias escuras. Falo sobre os “funkeiros de busão”.

Porque, existe coisa mais legal do que entrar em um ônibus ou metrô, sentar tranquilamente no aconchego (?) de seu assento e ouvir, lá dos últimos lugares ouvir o famoso som da espécie (tchu tcha tcha tchu tchu tcha).

E por mais que você demonstre irritação, faça cara feia, bufe e tudo o mais... não dá certo, não surte resultado nenhum! O bicho parece continuar e fazer pior a cada olhadela de desprezo infinito.

Mas falando sério agora, o desrespeito chega a níveis astronômicos na cidade grande. Nada contra o funk (mentira), mas sim contra todo tipo de manifestação do gênero. Aposto que um funkeiro odiaria que eu colocasse meu celular no último volume tocando uma sessão de solos de guitarra e baterias frenéticas.

Isso é o princípio da liberdade: saber respeitar a alheia. Isso é privação de liberdade, a paritr do momento em que uma ou mais pessoas não queiram ouvir o mesmo som – ou ruído – que outros. É justamente para isso que inventaram os fones de ouvido: para que você possa ouvir o que quiser, somente você, sem atrapalhar terceiros.

Campanha “doe um fone para um funkeiro”? não! Seria melhor uma campanha intitulada “Doe bom senso”. Só assim haveria respeito às outras pessoas.

Sem mais.

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