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Música e diversidade no bairro oriental

By : Lucas Iglezia



Essa pauliceia gigante é inusitada certo? Errado! Inusitado mesmo é um local que junta decorações natalinas, comida japonesa, karaokê, churrasco, bilhar e gente de toda e qualquer espécie. E está aqui, no coração da Liberdade.

Ok, é um bairro dentro da grande abacaxi... mas o local, chamado Chopperia Liberdade, deveria ser homônimo da cidade em que se localiza, já que engloba tudo que podemos encontrar nas ruas em alguns metros quadrados.

Na ânsia de comemorar meu aniversário, procurei um local diferente do clássico “barzinho, cerveja e batata frita”. A alternativa? Karaokê! Uma amiga disse sobre um local legal, na Rua da Glória, pertinho do metrô. E lá fomos nós.

Ao chegar no local me senti como Steven Seagal ou Van Damme, naqueles clássicos chineses de Hollywood – iluminação escura, decoração brega e cheiro de oriental food no ar. Mas a pancadaria dos filmes “B” não tem vez no local! A disputa rola mesmo é no karaokê, com direito a uma “lista telefônica” com canções japonesas, italianas, espanholas, americanas e brasileiras, do pop ao clássico.

A comida é excelente – e cara – se comparado com outros restaurantes da região. Tirando as mazelas da falta de dinheiro, o local em si é agradável. Pessoas de várias origens aprovam! Sim, pois lá rola etnias, diversidades culturais, sexuais, executivos, prostitutas, vagabundos e mais uma infinidade de pessoas que só encontramos aqui nessa maluca selva de pedra.

O que fica do local? Lembranças ótimas, canções em vozes boas e ruins, uma breguisse de encher os olhos e uma calça cheirando sakê. Gosta aquele que ama a diversidade maluca e surreal dessa cidade maravilhosa. Sem mais.

A nobre invenção do sanduíche

By : Lucas Iglezia



Podemos citar diversas invenções que são superimportantes para a evolução, formação e manutenção da sociedade atual. Desde a roda até a energia limpa, passamos por centenas de apetrechos, teorias, ideias e afins que serviram para manutenção e destruição de vidas.

Mas não quero fazer vocês perderem tempo com tais equipamentos avançados, batidos, e, de certa forma, magnânimos na essência que são. Vou falar sobre uma invenção que é pouco discutida, mas que é tão revolucionária quanto às técnicas agrícolas, as máquinas a vapor ou a bomba atômica: o sanduíche.

Sim, aquele velho pedaço de pão em que você coloca presunto e queijo, enche de ketchup e mostarda, e come nos momentos mais apressados do seu dia a dia. Saiba que as pessoas sempre necessitaram de refeições rápidas. Antigamente tinha-se já o costume de comer pedaços de carne, queijo e afins com fatias de pão. Porém eram comidos em separado, fazendo a velha mistura dentro da própria boca.

Um gênio com o título de Conde de Sandwich resolveu inovar, colocando simplesmente as fatias de carne e queijo entre as metades de pães. A partir de então a prática forma de comer inovou e se popularizou. Surgiram as mais variadas formas como hot dogs e hambúrgueres, além dos clássicos mistos quentes e baurus.

O sanduiche então virou a cara das grandes cidades, que recebem pessoas agitadas e apressadas, a procura de opções simples e rápidas para saciar suas fomes insaciáveis. Vieram os fast junks, as barraquinhas de dog nas esquinas, o churrasquinho grego...

O sanduiche é uma invenção que merece o patamar das invenções. Afinal, alguém aqui nesse grande abacaxi, consegue imaginar o mundo sem esse saboroso alimento? Alguém consegue se imaginar indo ao shopping e não dando uma passadinha na lanchonete do palhaço ou do rei?

Fica a dica: façam um cartaz de lord Sandwich e louvem o rei da revolução gastronômica. Seu organismo agradece!

Onde mora a saudade

By : Lucas Iglezia



Temos memórias mil na grande cidade de São Paulo, esse abacaxi gigante no qual nos encaixamos, crescemos, trabalhamos, estudamos... enfim, vivemos. Um dos ícones da memória paulistana existe somente na lembrança agora, tendo em vista que não existe mais fisicamente. Falo do Playcenter.

Lembro-me das flores dispostas de tal forma que formavam o logotipo da empresa e de como todo o lugar parecia gigante para mim. Tinha até mesmo um teleférico, que levava os visitantes para outra área do parque, em que se encontrava um tobogã gigantesco (ou era gigante porque eu era criança).

Ainda sobre os brinquedos, o que podemos falar da divertida – e bizarra -  Montanha Encantada? Quem não se lembra do barquinho que descia um rio dentro de uma caverna recheada de bonecos cantores e diversos temas de contos de fadas? Era uma prato cheio para quem sofria de automatonofobia, como eu, por exemplo.

Na minha adolescência, começaram as excursões de escola para o parque. Lembram-se da bagunça que fazíamos no curto caminho até lá? Parecia uma eternidade também para chegar. Sempre íamos à época das famosas e saudosas Noites do Terror. O clássico do parque fez sucesso desde a década de 80 levando “monstros” que percorriam todo o parque e shows na área do antigo Castelo do Terror.

Entre outros, posso citar dois brinquedos que me causaram paixão pelo Playcenter: Boomerang e Evolution. Era horrível pegar as filas das respectivas atrações, que chegava a fazer com que perdêssemos mais de uma hora. Porém a diversão e adrenalina eram garantidas em 100%. O melhor era quando o parque faltava pouco para fechar e não tinha mais ninguém para pegar fila. Lembro que numa dessas raras oportunidades consegui ir ao Boomerang umas cinco vezes seguidas!

Entre essas e outras, como os roteiros programados entre brinquedos, a azaração no parque, as brincadeiras da época do colégio, os namoros, as piadas, as escapadas nas Noites do Terror, os monstros que eram motivo de chacota... entre tais coisas e lágrimas nos olhos digo: quem não teve oportunidade de ir ao Playcenter não sabe como é a saudade de gerações e mais gerações que cresceram, levaram seus filhos e netos ao parque.

Cresceu junto com São Paulo, com suas famílias. E, sendo assim, conquistou nossos corações. Nossa memória sempre estará nesses pequenos e gostosos momentos que vivemos. E o Playcenter ajudou e fez parte de muitos desses.

Irregular Plaza Shopping

By : Lucas Iglezia

Ilustração: Edimilson Costa

As diversas grifes, restaurantes e marcas valiosas contaram seus dias de atendimento no conhecidíssimo shopping Frei Caneca. Quinta passada o local fugiu de ser totalmente fechado, o que seria motivo de total “desespero” para os assíduos frequentadores.


Eu não sou chegado em shopping. Para mim servem exclusivamente para as máximas comprar/comer/cinema... e acabou. Não costumo ficar de bobeira olhando vitrine, ou parado admirando os andares de baixo (?), como vejo muitas pessoas fazendo.

Mas tenho uma simpatia pelo Frei Caneca, assim como pelo Anália Franco e outros centros de compras que têm “aquele” diferencial: espaço e poucos frequentadores. Ou vai falar que não dá nos nervos ficar tentando andar pra lá e pra cá, com gente empacando na sua frente, praças de alimentação lotadas e transeuntes totalmente desvairados (pessoas em shoppings que simplesmente aparecem do nada, cruzando sua frente, sem nem saber o que está acontecendo).

Para quem curte pegar um “shops” no fim de semana, é melhor ficar esperto: tem mais 22 na mira da prefeitura por irregularidades diversas. E estão definidas desde pequenos documentos necessários - que não estão atualizados - até problemas graves na segurança e infraestrutura, que podem levar a acontecer o mesmo que naquela ocasião do teto que desabou de um, ou do chão que tragou o outro.


Agora vou começar a ir a shoppings para brincar. De quê? Campo minado, oras!

Política para quem precisa

By : Lucas Iglezia




Quantas vezes não ouvimos a célebre frase “não discuto política”? Está no sangue do cidadão brasiliano tirar o assunto de sua pauta permanente de conversação. Isso é verdade? Claro que não!

As pessoas não curtem discussões. Levamos essa palavra para um sentido negativo em todas as vezes que é usada: discussões de relacionamento, futebolísticas, automobilísticas... e a política, claro, é um dos especiais. Claro que, nesse último caso, temos uma explicação bastante lógica.

Não se discute política por achar que não se chega a lugar algum, que não acontece absolutamente nada e que não tem mais solução. Tal ato – do silêncio – é algo que está incorporado na cultura ditatorial da nação. Acha que não? Vejamos logo abaixo um histórico sobre nosso governo ditatorial:


- Após um longo período vivendo em um império hereditário, passamos para uma república, de certa forma, hereditária;

- A política do café-com-leite serviu para barrar a candidatura dos outros Estados da União, formação de - oligarquias e eleições compradas pelas elites e partidos políticos;

- Com a tomada de Getúlio em 1930, passamos por mais de 15 anos de ditadura civil, em um regime totalitário moldado nas políticas fascistas;

- Após a dominação getulista, passamos por um breve momento de fôlego diplomático para, em 64, cairmos em mais de vinte anos de ditadura militar, com severas repressões e perseguições.

Temos, contando os hiatos, algo menor que 50 anos de democracia nesse brasilzão de 500 anos! Totalitarismo é praticamente a cara do brasileiro.

Então fica meio que explicado por que temos a cultura do “politicamente correto” extremista, do medo de discutir assuntos relevantes, da falta de união em prol de coisas maiores e, até mesmo, o nacionalismo errôneo, visto sumariamente em eventos olímpicos e futebolísticos – já que futebol na ditadura “podia”, desde que fosse o “Brasil para brasileiros”.

Devemos – sim, pois é um dever de toda pessoa inserida em uma sociedade – discutir política. Devemos nos livrar dos séculos de repressão e aproveitar o processo democrático que temos em nossas mãos. Isso somente será válido se for feito por nós, o povo, e não somente pelos políticos.

Até porque, já estamos cansados dessas velhas figuras que discutem política nos moldes do velho sistema. Afinal, se o povo não discute sobre as armações, falcatruas e caminhos adotados por eles, quem poderá detê-los?

*A crônica de hoje não terá ilustração, até porque, o tema já é ilustrado no dia-a-dia do cidadão brasileiro né?

E livrai-nos do funk, amém!

By : Lucas Iglezia

Ilustração: Edimilson Costa
Continuando nosso “guia de sobrevivência na selva de pedra”, hoje falo sobre um monstro perigoso, que ameaça totalmente a sanidade e boa conduta alheia. É um ser que assusta principalmente em coletivos, mas podemos encontrá-los também nas ruas, becos e galerias escuras. Falo sobre os “funkeiros de busão”.

Porque, existe coisa mais legal do que entrar em um ônibus ou metrô, sentar tranquilamente no aconchego (?) de seu assento e ouvir, lá dos últimos lugares ouvir o famoso som da espécie (tchu tcha tcha tchu tchu tcha).

E por mais que você demonstre irritação, faça cara feia, bufe e tudo o mais... não dá certo, não surte resultado nenhum! O bicho parece continuar e fazer pior a cada olhadela de desprezo infinito.

Mas falando sério agora, o desrespeito chega a níveis astronômicos na cidade grande. Nada contra o funk (mentira), mas sim contra todo tipo de manifestação do gênero. Aposto que um funkeiro odiaria que eu colocasse meu celular no último volume tocando uma sessão de solos de guitarra e baterias frenéticas.

Isso é o princípio da liberdade: saber respeitar a alheia. Isso é privação de liberdade, a paritr do momento em que uma ou mais pessoas não queiram ouvir o mesmo som – ou ruído – que outros. É justamente para isso que inventaram os fones de ouvido: para que você possa ouvir o que quiser, somente você, sem atrapalhar terceiros.

Campanha “doe um fone para um funkeiro”? não! Seria melhor uma campanha intitulada “Doe bom senso”. Só assim haveria respeito às outras pessoas.

Sem mais.

O crack da exclusão

By : Lucas Iglezia


Ilustração: Edimilson Costa


Será possível que algum ser ainda acredita na política pública da cidade de São Paulo? Talvez a elite paulistana acredite, mas mesmo assim duvido muito. Penso mais que convém a eles um governo que prime mais pelo bem estar do mercado do que da população.

Mas... Por que estou falando tudo isso? Porque isso é muito sério, e devemos nos preocupar o mais rápido possível.

Alguém acha, já iniciando o motivo desse discurso, que a “limpa” na Cracolândia, na Luz, foi em prol dos transeuntes, e os centro de reabilitação (?) estão ajudando os usuários da droga? Volte para o útero de suas mães se realmente acreditam nisso!

Basta passar nas cercanias da Praça da Sé, República, João Mendes e outros pontos para ver, a plena luz do dia, vários usuários de crack com cachimbos ou pedindo dinheiro para comprar a devida substância. Vemos cada vez mais figuras castigadas pelas drogas, entrando em um mundo praticamente sem volta. Quer dizer, a volta depende – e muito – do próprio usuário que, desamparado nas ruas, marginalizado, esquecido, não encontra força suficiente para alavancar sua autoestima e abandonar o vício.

Sim, mas a Nova Luz vai trazer mais “vida” para a cidade com parques, prédios bons, monumentos... Vai trazer mais vida para a economia elitista!

Enquanto isso, a verdadeira vida continua se esvaindo na frente dos olhos de qualquer pessoa que passe pelas ruas da cidade, que se perdem no meio da magnificência dos edifícios, transformando o ser humano em qualidade de meras sombras, sendo chamados de lixo, vivendo à margem de uma sociedade que exclui cada vez mais.

Esquecidos por não serem nem dominantes e nem dominados, acabam não sendo nada mais que meras figuras torpes, que “enfeiam” a paisagem urbana. Figuras que, para grande parcela, não passam de meros objetos que deveriam ser descartados, sem vida, sem sentido.

Ciborgues: Futuro do presente ou presente do futuro?

By : Lucas Iglezia
Ilustração: Edimilson Costa
“Eu sou apenas um rapaz latino-americano, sem dinheiro no banco, sem parentes importantes, e vindo do interior”, como já diria o grande Belchior. Tirando a parte do interior, já que somente os meus parentes não importantes são de lá, e não eu.

Enfim, comecei essa coluna aqui nesse mesmo blog, com um intuito que ainda está amadurando: tratar da vida, costumes, dia-a-dia e afins dentro desse grande abacaxi em que vivemos!
E dentro dessa ótica, analisando o comportamento alheio - vide “andando de ônibus” – me toquei em algo que me ajudou a formular mais uma das minhas parvas teorias!

Fala-se muito no avanço da robótica e da informática, ao ponto de levar-nos a crer que, dentro em breve, teremos robôs e ciborgues andando para lá e para cá. Pois bem meus amigos, quanto aos robôs eu não sei, mas a era dos ciborgues já é contemporânea .

Ponha-se no lugar de um suposto viajante do tempo que partiu de meados do século XIX. Você ajustou seus sistemas para cair em São Paulo, no ano 2012. Ao sair de sua máquina, você encontra várias pessoas falando “sozinhas”, com fios saindo de dentro das roupas e conectados nas orelhas; aparelhos brilhantes e eletrônicos presos ao corpo; peças nos rostos e vestimentas. Você supostamente acharia que tais seres eram metade máquina e metade humanos!

Quem hoje, afinal, consegue viver sem o dispositivo celular? Poderíamos até fazer uma analogia que tal aparelho seria uma espécie de coração, nas visões do nosso altivo viajante temporal.

Fora os gadgets hi-tech, temos também os membros mecânicos; implantes como marca-passo, por exemplo; óculos que tiram fotos. Para o futuro próximo seremos cada vez mais “ciborguizados” com o advento de novas próteses, implantação de chips e uma maior comunicação com a informática, coisas que já vem sendo criadas e testadas hoje em dia.

Você, leitor, acha que poderia ser taxado como um humano-máquina? Conseguiria se separar de seus aparatos “tecnovitais”? A integração entre homem e computador só tende a aumentar. Pensa que legal você entrar em casa, conversar com seus aparelhos, descarregar alguns pensamentos em um HD externo, arquivos no cérebro...

Enfim, parei de viajar. Boa cibernetização para todos nós. Vida longa e próspera!

Welcome to the... Big Pineapple!

By : Lucas Iglezia


Esse é meu post de estreia aqui no Ethos 13, e já venho defender uma tese bombástica! Tá, nem tão bombástica assim, mas vale a pena pela criatividade.

É sabido de muita gente que grandes cidades pelo mundo afora tem reconhecimento a nível nacional e internacional; seus idolatras habitantes dão-lhes apelidos carinhosos, que sempre fazem menção a alguma característica do local. “Cidade Maravilhosa” e “Cidade Luz” são alguns exemplos.


Algumas possuem, entre outros pseudônimos, familiaridade com alguma fruta como no caso da “Big Apple” nova-iorquina e “Big Orange” californiana. São metrópoles que ganham tal alcunha originalmente pela grande produção e exportação de tais frutos; a “Big Apple” pode, para outras interpretações, fazer menção aos pecados e luxúrias da cidade, em uma apologia edênica.

As brazucas não fogem da salada de frutas: temos a “Terra do Morango” atibaiana que não me deixa mentir.

Mas e quanto a nossa linda e grande cidade? Nós temos a alcunha de “Terra da Garoa”, mas, convenhamos que garoa é algo que não se vê mais por aqui. Poderia ser “Terra da Enchente” ou “Veneza Brasileira”, talvez...

Mas venho defender a tese de que nossa linda Paulicéia, essa Sampa nossa de cada dia, receba o carinhoso e identificador apelido de “O grande abacaxi”. Por quê? Bem, o abacaxi é uma fruta típica dos trópicos, como São Paulo; é rica em água, como São Paulo; é casca grossa, espinhenta e rústica como a cidade também.

Porém é saborosa e riquíssima, assim como nossa digna megalópole é. E como tal, apesar dos pesares, ainda mantém a coroa na cabeça, se autonomeando, pela mãe-natureza, rei dos frutos. Segundo a sábia Wikipedia: (o abacaxi) “agrada aos olhos, ao paladar e ao olfato”... apesar de nossa cidade não corresponder ao abacaxi na questão do olfato.

Entre tantas semelhanças e, levando ainda em consideração ser nosso Estado um grande produtor de tal fruto, eu termino com glórias minha defesa de tese. Aproveitemos agora da multiusabilidade de nossa “Big Pineapple”. E ao nosso próximo prefeito, muito cuidado ao pegar esse abacaxi nas mãos: apesar da grossura e aspereza da casca, se souberem cuidar bem do fruto, todos aproveitaremos melhor sua polpa doce e suculenta.

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