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Posted by : Kika Tintiliano quarta-feira, 23 de maio de 2012

O peso do preconceito 

Aceitar o próprio corpo, seja ele como for, nem sempre é uma tarefa fácil tratando-se principalmente das mulheres, que costumam ter mais preocupação quando o assunto é sentir-se bem e bonita. 
Não imaginei assunto melhor para se falar quando o tema tem a ver com moda e preconceito.


Que o mundo da moda sempre foi bastante rígido ao querer expor na mídia garotas com um corpo de barbie, cintura fina, pernas longas, etc, isso já sabemos. O que ainda não sabemos é o quanto isso também pode afetar e trazer resultados negativos quando existem pessoas do outro lado da balança e quando isso mexe com o psicológico de mulheres que não se sentem bem por não encontrarem em seu corpo o que encontram em revistas e catálogos.


A verdade é que uma mulher bonita é sempre bem vista pela sociedade. Uma mulher bonita e magra é ainda mais bem vista, ainda mais se for inteligente. Uma mulher fora do peso nem sempre é bem vista por essa mesma sociedade, que infelizmente costuma julgar o livro pela capa, mas se essa mulher for bela e tiver o que posso chamar de "toque único", ela pode despertar um olhar diferente, ultrapassando algumas barreiras.
Muitas vezes a vontade de radicalizar e fazer parte desse mundo com padrões perfeitos exigidos vem de uma infância ou adolescência marcada e difícil. Algumas dessas garotas sofreram bullying já na fase escolar ao serem taxadas de gordas, feias, entre outras coisas, o que, em alguns casos, desenvolve inúmeros problemas psicológicos e que precisam ser revertidos.


Algumas sofrem mais, outras preferem mudar o rumo da história e mostrar o quanto as coisas podem ser diferentes, o que é o caso das modelos plus sizes.


Para quem não conhece, plus size são modelos que estão aí para contrastar e fugir às regras impostas pela mídia de que só pisa numa passarela meninas magérrimas e "perfeitas". As plus size são consideradas acima do peso, ao nossos olhos, e defendem que qualquer mulher pode ser feliz, até as manequim 46, 48, 50... Se quer saber, no mundo da moda, um manequim a partir de 40/42 já é considerado plus size. A diferença é que nem sempre essas modelos tem aquela aparência gordinha, mas sim o que podemos chamar de "corpuda", o que as fazem ficar em um meio termo. Ser modelo plus size é sim estar fora dos padrões ao qual estamos acostumados - em seus limites, claro - e não pode ser confundida com uma modelo "gostosa", ou aquela falsa magra. Não existe esse meio termo. Essas modelos plus size batalham, sofrem diversos tipos de constrangimentos e preconceitos durante a vida e no final das contas precisam defender esse espaço e, principalmente, precisam de respeito.





Embora seja um mercado que vem sendo bastante conhecido, ainda estamos em um processo gradual de aceitação. Por isso, essas modelos ainda encontram dificuldades para trabalhos, já que agências e revistas ainda priorizam o absurdo da magreza e manequim 36.
Hoje, uma das modelos mais bem pagas e conhecidas é a Crystal Renn, que até já fez parte de uma edição de moda praia, o que costuma ser bastante difícil. Fluvia Lacerda é outra modelo bastante conhecida e fatura até 20 mil dólares por dia


Mais que transmitir uma beleza natural, a grande diferença desse (nem tão) novo mundo da moda, é representar a auto-estima de mulheres que se iludem com estereótipos e não conseguem enxergar que também é possível ser feliz com o corpo e com a mente que tem, sem jamais deixar de cuidar da saúde.

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