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Posted by : Lety Escobar
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
[Resenha] A menina que roubava livros
Ano: 2007
Páginas: 480
Editora: Intrínseca
Skoob
Em plena Segunda Guerra Mundial, na Alemanha Nazista, ninguém melhor do que a Morte para contar uma história de caos e tristeza da época. Dentre milhares em que a narradora pôde presenciar, a de Liesel foi a que mais chamou atenção.
Filha de mãe comunista, Liesel quase morreu três vezes e foi em um desses 'quase' encontros com a morte que a nossa narradora notou algumas peculiaridades interessantes na garota: o ato de escapar da morte e o de roubar livros (não importando a circunstância!).
Liesel se depara com uma das grandes tragédias de sua vida: a perda do seu irmão e o enterro fúnebre do seu ente querido. Como por instinto, ela dá o sinal das suas primeiras características de roubadora de livros: se apossou do objeto que o funcionário do cemitério deixou, por descuido, cair no chão: "O manual do coveiro" - pontapé inicial para sua profunda paixão pelas letras. Outra grande tragédia na vida de Liesel foi quando sua mãe, perseguida pelos nazistas, a deixou com a família dos Hubermann, Rosa e Hans. Uma nova casa, uma nova família, uma nova realidade.
Com grande dificuldade de adaptação, Liesel acostuma-se gradativamente ao novo lar. Atraída pelo cativante "pai" Hans Hubermann, que a ensina ler, a roubadora de livros sente-se ainda mais motivada para repetir o mesmo ato que deu jus ao seu apelido. Seu vizinho e melhor amigo Rudy, futuramente seu grande amor, e o judeu Max, foragido do exército nazista e abrigado no porão dos Hubermann, também fazem parte da nova vida de Liesel.
Em meio às bombas e leituras, barulho e música, a Morte narra esse grande desafio da roubadora de livros para crescer, conhecer a paixão e a tristeza, alimentar o amor à literatura e amadurecer em plena guerra.
É isso mesmo, quem narra a história é a Morte! Incomum? Sim, mas inovador, ousado e poético! Aos amantes de romances históricos (principalmente os que se referem à Segunda Guerra Mundial), como a obra inenarravelmente espetacular "O diário de Anne Frank", A menina que roubava livros é uma leitura super recomendada!
O autor trata a relação Morte / Ser humano de uma forma quase filosófica. Em um contexto de guerra, amizade, amor, ódio e compaixão, Markus Zusak consegue expressar em pequenas frases na língua alemã (não traduzidas para o português no livro) uma emoção que foge do imagético e beira o real.
Uma história que merece ser lida, ser contada!




