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Posted by : Lucas Iglezia terça-feira, 20 de novembro de 2012

Fala galerê, como vamos?


Dando continuidade ao post da semana passada, no qual falei sobre o processo da câmara escura, vamos abordar o nascimento da gravação de imagens em material fotossensível, ou ao que chamamos de fotografia em si.

França, século XIX. Um sujeito esperto com nome bacana fez uma descoberta que revolucionou o processo de captura do real. Seu nome era Joseph Nicéphore Niépce, e sua descoberta viria a ser conhecida como heliografia.

O que Niépce basicamente havia feito foi cobrir uma placa de estanho com um material sensível a luz: um derivado do petróleo conhecido como Betume da Judéia. Essa placa foi colocada em uma câmera, baseada nas conhecidas câmaras escuras, e exposto à luz solar durante o curto tempo de OITO HORAS. O resultado dessa experiência pode ser visto abaixo, reconhecido mundialmente como a primeira fotografia que foi feita.

Esta é considerada a 1ª fotografia feita

O também francês Daguerre, pintor e inventor, viria a fazer experimentos nessa área, paralelamente com Niépce. A revolução de Daguerre foi além, com seus testes baseados no processo de fotografia com placas de metal cobertas com vapor de mercúrio. Esse novo método iria garantir uma redução do tempo de fotografia de horas para minutos, popularizando o processo que viria a ser conhecido como daguerreotipia.

Daguerreótipos são conhecidos por sua boa noção de profundidade e iluminação.

O lance com os daguerreótipos, porém, era custoso. Famílias só podiam tirar poucas fotos, e essas demandavam um poder aquisitivo considerável. Também era preciso preparar o material fotográfico um por vez, tornando o processo primário e trabalhoso. Foi então que surgiram as primeiras experiências com papeis fotossensíveis, que eram maleáveis e mais fáceis de serem trabalhados.

Publicidade da Brownie, onde indicava que
até uma criança poderia fotografar com ela
Posteriormente, um empresário norteamericano chamado George Eastman, pensou na ideia da fotografia para todos, tirando o monopólio de poucos fotógrafos profissionais. Criou a fotografia em rolo, através de películas plásticas, utilizadas por nós até hoje em dia. Fundou também uma das maiores empresas de fotografia do mundo: a Kodak.

O que Eastman fez foi popularizar câmeras, filmes e fotografia, com equipamentos que custavam apenas um dólar. O primeiro foi a famosa e contemplada Brownie, uma câmera popular, que tirava oito fotos por rolo de filme, que já vinha dentro dela. Era apreciada por famílias inteiras, sendo popular inclusive entre as crianças, por ser um equipamento de fácil manuseio.

Posteriormente a Kodak iria produzir diversos outros tipos de filmes e câmeras, com capacidade para mais e mais fotos. Foi a revolução dentro do meio fotográfico, que permitiu que nós hoje pudéssemos comprar filmes por 8 ou 12 reais e fotografar qualquer coisa, de qualquer forma, e em qualquer lugar!

Agora que sabem, deixo como dica pendurarem uma gravura de Niépce, uma de Daguerre e uma central de Eastman em seu quarto, e louvarem cada vez que entrarem no recinto...

Brinks, rs.

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