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- P&B ao Colorido #15
Posted by : Lucas Iglezia
terça-feira, 20 de novembro de 2012
Fala galerê, como vamos?
Dando continuidade ao post da semana passada, no qual falei
sobre o processo da câmara escura, vamos abordar o nascimento da gravação de
imagens em material fotossensível, ou ao que chamamos de fotografia em si.
França, século XIX. Um sujeito esperto com nome bacana fez
uma descoberta que revolucionou o processo de captura do real. Seu nome era
Joseph Nicéphore Niépce, e sua descoberta viria a ser conhecida como
heliografia.
O que Niépce basicamente havia feito foi cobrir uma placa de
estanho com um material sensível a luz: um derivado do petróleo conhecido como
Betume da Judéia. Essa placa foi colocada em uma câmera, baseada nas conhecidas
câmaras escuras, e exposto à luz solar durante o curto tempo de OITO HORAS. O
resultado dessa experiência pode ser visto abaixo, reconhecido mundialmente
como a primeira fotografia que foi feita.
| Esta é considerada a 1ª fotografia feita |
O também francês Daguerre, pintor e inventor, viria a fazer
experimentos nessa área, paralelamente com Niépce. A revolução de Daguerre foi
além, com seus testes baseados no processo de fotografia com placas de metal
cobertas com vapor de mercúrio. Esse novo método iria garantir uma redução do
tempo de fotografia de horas para minutos, popularizando o processo que viria a
ser conhecido como daguerreotipia.
![]() |
| Daguerreótipos são conhecidos por sua boa noção de profundidade e iluminação. |
O lance com os daguerreótipos, porém, era custoso. Famílias
só podiam tirar poucas fotos, e essas demandavam um poder aquisitivo
considerável. Também era preciso preparar o material fotográfico um por vez,
tornando o processo primário e trabalhoso. Foi então que surgiram as primeiras
experiências com papeis fotossensíveis, que eram maleáveis e mais fáceis de
serem trabalhados.
| Publicidade da Brownie, onde indicava que até uma criança poderia fotografar com ela |
Posteriormente, um empresário norteamericano chamado George
Eastman, pensou na ideia da fotografia para todos, tirando o monopólio de
poucos fotógrafos profissionais. Criou a fotografia em rolo, através de
películas plásticas, utilizadas por nós até hoje em dia. Fundou também uma das
maiores empresas de fotografia do mundo: a Kodak.
O que Eastman fez foi popularizar câmeras, filmes e
fotografia, com equipamentos que custavam apenas um dólar. O primeiro foi a
famosa e contemplada Brownie, uma câmera popular, que tirava oito fotos por
rolo de filme, que já vinha dentro dela. Era apreciada por famílias inteiras,
sendo popular inclusive entre as crianças, por ser um equipamento de fácil
manuseio.
Posteriormente a Kodak iria produzir diversos outros tipos
de filmes e câmeras, com capacidade para mais e mais fotos. Foi a revolução
dentro do meio fotográfico, que permitiu que nós hoje pudéssemos comprar filmes
por 8 ou 12 reais e fotografar qualquer coisa, de qualquer forma, e em qualquer
lugar!
Agora que sabem, deixo como dica pendurarem uma gravura de
Niépce, uma de Daguerre e uma central de Eastman em seu quarto, e louvarem cada
vez que entrarem no recinto...
Brinks, rs.




